Tuesday, April 3, 2007

Homenagem da Imprensa Escrita a Eugénio Tavares

por Larissa Rodrigues 1994

LARISSA RODRIGUES - HOMENAGEM SINGELA MAS MUITO VALIOSA

Segundo nos diz Corsino Fortes, Isabel Lobo ou Manuela Ernestina Monteiro, a Ressurreição de Eugénio Tavares deu-se quando o primeiro Presidente da República de Cabo Verde democraticamente eleito, Doutor António de Mascarenhas Monteiro, condecorou o Poeta com a Primeira Classe da Ordem do Dragoeiro.

No acto da cerimónia da Condecoração, o Presidente prometeu publicar as obras de Eugenio Tavares e despoletou assim uma recuperação ou mesmo uma autêntica ressureição de eugénio Tavares.Foi a partir da Condecoração que se acordou de um sono de quase vinte anos, desde os primeiros dias da Independência de Cabo Verde. Durante esse período bem longo parece que toda a gente se esqueceu de Eugénio Tavares, além do Povo que nunca deixou tê-lo no seu coração e de cantar as suas Mornas.

O Presidente Mascarenhas Monteiro veio a tempo valorizar essa figura então meio esquecida. E a isso se intitulou e bem de uma autêntica Ressurreição. Mas antes da condecoração houve uma Senhora que abriu os caminhos para tal Ressurreição. Essa Senhora, Russa de nascimento e Cabo-verdiana de Adopção foi Larissa Rodrigues. Larissa Rodrigues, em meados de 1994 como editora da ARTILETRA, agiganta-se como percursora na Cultura de Cabo Verde, apresentando um número do seu “Jornal” em que pretende ressuscitar Eugénio Tavares.

Pela primeira vez depois da Independência, Larissa Rodrigues apresenta um Eugénio Tavares em cabeça, tronco e membros, ou seja, um Eugénio Poeta, Escritor, Compositor, Jornalista, Nativista e Anunciador da Autonomia para Cabo Verde. Nesse número Larissa apresenta uma investigação invulgar em Cabo Verde, escrevendo sobre Eugénio Tavares como nunca ninguém havia feito antes.

Artiletra, Jornal/Revista de Educação, Ciência e Cultura. Nº Especial dedicado a Eugénio Tavares, 1994

Larissa Rodrigues apela a Félix Monteiro (o qual tinha em sua posse parte do espólio que havia já recolhido) a publicação dos escritos e endossa aos responsáveis o acto de recuperação do património cultural de Eugénio Tavares.

Artiletra, Jornal/Revista de Educação, Ciência e Cultura. Nº Especial dedicado a Eugénio Tavares, 1994

Nessa altura, Mascarenhas Monteiro decide condecorar Eugénio Tavares, atribuindo ao Poeta uma das mais importantes condecorações na área da Cultura em Cabo Verde. Larissa havia contribuído de forma essencial para essa Ressurreição ao publicar através da sua Revista um número especial sobre Eugénio Tavares.

Artiletra, Jornal/Revista de Educação, Ciência e Cultura. Nº Especial dedicado a Eugénio Tavares, 1994

Vadinho Velhinho, o Poeta, o Filósofo, o Pensador, apresenta nesse número da “Artiletra” o problema do porquê de Larissa e não de um Caboverdiano nesse apelo à recuperação de Eugénio Tavares. Parabéns a VADINHO VELHINHO também pela sua contribuição.Muito obrigado Vadinho que bem como Larissa Rodrigues preparou a tão falada Ressurreição de Eugénio Tavares. Levantemos assim um monumento de carinho, de afecto e de respeito em Homenagem a Larissa Rodrigues por tudo o que fez em prol de Eugénio Tavares. Que Larissa seja para sempre assim lembrada com muito respeito e consideração, enquanto for lembrado Eugénio Tavares.

5 comments:

Gilson said...

Falando em poetas, sabiam que um autor vosso, cujos poemas foram publicados no vosso jornal já alguns anos, não sei se só uma vez, publicou uma obra poética chamada Alvos na planície encharcada? Chama-se Gilson Alves e recomendo-vos que estejam atentos aos seus passos.

toupeira

Vai violando o chão, parafuso,
Planando nesta tua viagem cega.
Sugando tudo, perverso intruso,
Vai furando na tua queda.

Arrasa todo o mel deste prado,
Submerge a terra às tuas garras
E dá ao vento as suas próprias amarras
Enquanto o espaço falece ao teu lado.

Por estes espaços ondulados,
Ladeado do prazer faminto,
Sangue, artérias e carne esgarçados,
Vai minando o teu labirinto.

Nesta rude vertigem terrestre,
Há-de se ouvir desta garra que fura
O grito diluído neste prado campestre
Ao embater na rocha dura.

a folha

Rouba o relógio o que não lhe deram
Enquanto a folha vai balouçando.
Mil balas no chão se cruzaram:
Ah, querida. Até quando, até quando?

Sim! O quando nas jaulas da física
E no arco sobre a terra sondando.
Lamenta o Outono que já não fica
A folha, querida, até quando

Se libertar e atingir o chão.

Esquece

Esquece!
O mundo vale ao menos um instante.
Vale pela beleza que tem
Da gente entrar num carrossel,
Ficar pendurados no tempo,
Dispersos,
Como pó de giz.

J. Vaz-Lesser said...

Garanto-vos que o comentário anterior não foi escrito pelo citado Gilson Alves. À pessoa que ousou usurpar da identidade alheia pede-se que tenha mais vergonha na cara. JVL

jad said...

A equipa SAPO.CV (www.sapo.cv) deseja contacta-lo, por favor, deixe e-mail.

Gilson said...

octopus672003@hotmail.com

Gilson said...

octopus672003@hotmail.com